Um mês! Parece a gozar...
Mas não. Já estou por aqui há um mesito e cinco dias.
Há um mês que não toco em:
- Azeite
- Pão alentejano (Já pedi publicamente aqui, não sei do que estão a espera!)
- Fiambre
- Sopa (a nossa sopa, nada destas águas...)
- Croissant do careca (também pedido no link em cima)
- Hambúrguer. Quem diria! A trabalhar mais de um mês numa Hamburgueria e agora, nada! A Hamburgueria já agora é o Munchie, já devem ter provado provavelmente. Nascida no Porto, agora com uma irmã mais nova em Lisboa, na Praça das Flores. Qualquer dia escrevo sobre os meus tempos de trabalhadora. Bons tempos!
- entre outras coisas tipicamente ocidentais, que eu sinto muita falta.
- De uma varinha magica (!!), nunca pensei sentir tanta falta de tal utensílio de cozinha.
Há um mês que introduzi:
- Noodles. Típico...
- Dumplings
- Vegetais a dobrar
- Fruta a dobrar
- Alimentos que sinceramente, não sei o que são
- Café instantâneo (mais valia não beber nada...)
Relativamente à cidade, impressões do primeiro mês:
Esta cultura realmente é diferente. Nós que estamos habituados à nossa pacata vida que não foge muito ao casa-trabalho-casa (vá, e uma cervejinha de final de tarde), sim, é muito diferente. Uma coisa é "turistar" (visitar como turista) a China (e digo China, mas até agora só posso falar de Shanghai), outra, é viver o dia-a-dia, integrarmo-nos nas suas rotinas e na sua cultura: Trabalho, horários, o que é socialmente aceitável ou não (e acreditem que este ultimo aspecto foi o que mais me fez confusão).
No geral, as pessoas são simpáticas, acolhedoras, percebe-se que nos querem receber bem e que querem que gostemos delas, da população chinesa. Querem ficar bem na fotografia.
Revejo o Tuga de há uns tempos neste povo, e acredito que ainda esteja muito presente, aquele desejo de agradar a tudo e a todos mas especialmente ao "que vem de fora".
Mas está a mudar, tenho a certeza que já aproveitamos muito mais o que é nosso e sabemos o que temos de bom para mostrar e o mais importante, temos orgulho nisso.
Também já estava na hora de aproveitarmos todo o potencial que temos, não e verdade? Desde jardins, miradouros, a nossa gastronomia, o nosso clima, a nossa costa... Viajar no nosso próprio país também está na moda, e ainda bem! Há com cada pousada/casa/hotel em Portugal que até fico parva. Acho que conseguia passar a vida inteira a explorar o meu País.
Nestas alturas que saio de Portugal e passo uma temporada fora, sinto tantas saudades de pequenas coisas... É o que me faz querer voltar. Só conhecendo outras realidades é que conseguimos ter uma comparação. Como o meu pai me disse uma vez há muito tempo atrás, e nunca mais me esqueci:
Se em toda a sua vida só provou um gelado como sabe que é o seu preferido? Tem que ter alguma comparação!
E eu, posso dizer que com estas experiências fora do país, já provei pelo menos, mais dois gelados: Berlim e Shanghai, e posso afirmar que Portugal não me sai da cabeça.
"Sentir-se em casa". Toda a gente, mesmo vivendo fora, gosta de se sentir um pouco em casa, quer seja por um determinado elemento na decoração, pelo tipo de pão que se come ao pequeno-almoço, pela música, por qualquer coisa. E eu, gosto muito de sentir o gostinho a casa, tão importante que gastei 10EUR num pão verdadeiro, daqueles que dá gosto olhar (só se pudermos provar depois).
Estou mais a falar sobre mim do que na cidade em si, mas é o que a cidade me faz sentir e reflectir.
Cidade conhecida pelo ar poluído, e sim, apercebemo-nos disso nos primeiros dias, mas depois acabamos por nos habituar, o que não deve ser muito bom para os nossos pulmões, habituarem-se a esta poluição. Temos sempre a opção de usar máscara mas passa-me sempre ao lado...
Relativamente a preços, se tivermos uma alimentação típica chinesa, a nossa vida é bastante facilitada pois é beeeem mais barato e temos sempre a comida de rua (que ja falei num post anterior). Cada Baozi custa 1.5RBM que equivale a uns 0.20EUR. Percebem o meu desespero???
Se não resistirem ao queijinho, ao pãozinho que têm em casa... aí é mais complicado. Como já disse, paguei 10EUR por esse pequeno prazer: o pão.
Mas já cheguei à conclusão que não consigo viver sem pão. Pronto. Já disse.
A Maja também e viciada em pão. Tem de comer em todas as refeições, por isso tem que optar por um pão de supermercado chinês, o tipo "Bimbo". Isso não consigo... Se é para comer pão, que seja do bom, por favor! O queijinho... pois, paguei uns 30RMB, uns 5EURitos por um pedaço de queijo Cheddar. Já dizia o meu amigo Tomás: Vidas...!
Ninguém fala inglês!! Mas parece que todos percebem... Como não têm necessidade de treinar porque nem sequer saem deste gigante país, têm imensa vergonha. O truque é falar com eles em jantares, depois de terem bebido um bocado... tornam-se muito mais simpáticos e a falar um inglês fluente. Não há quem os perceba...
Talvez pelas fotografias seja mais fácil perceber como é a cidade.

Brevemente mais fotografias...
















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